segunda-feira, 28 de março de 2011

Gravidez x Amamentação - mitos e verdades

Vejo sempre muita polêmica sobre esses dois assuntos e resolvi, como "expert" no assunto, afinal passei por essas duas fases por 3 vezes,  dar a minha opinião, com o intuito de minimizar mitos e alguns comentários maldosos que determinadas pessoas fazem para por medo em quem não tem experiência:
fonte: mulhersexofragil.com.br

1a. gravidez: aos 23 anos (mãe de Paulo Buarque) me sentia ainda uma menina, nasceu em 24.08.1988, sem experiência nenhuma de ser mãe e o que isso significava, mesmo assim a gravidez foi um presente, não sentia nada, dor alguma, enjôo nem pensar... trabalhava no antigo Banorte, prédio com 3 andares e andava por todos eles (escada) sem o menor problema, todos se admiravam, mas era como se eu tivesse só a barriga crescida, um ser se formando lá dentro, mas tudo em paz. Enquanto uma outra funcionária se arrastava pelos corredores (questão de saúde ou cabeça, creio eu que 90% cabeça e 10% saúde). Trabalhei até a véspera de ir para a maternidade. Fazia todo o acompanhamento de pré-natal (aliás minha ginecologista está comigo desde a minha primeira consulta quando era adolescente até hoje, depois do 3º filho).

Chegou o grande dia, mas ele não queria nascer, tomei aqueles remédios horríveis que você fica como se estivesse com cólicas menstruais... e nada. Disse a minha médica que não ia ficar gritando de dor até meu filho nascer, se os remédios não surtissem efeito, pois não havia dilatação alguma, eu queria a cesária mesmo.  Só lamentei não ficar acordada para vê-lo nascer, na verdade estava morta de medo, nunca fui muito fã de hospital e médicos, e doenças, sangue etc. Então pedi para me apagarem. E assim foi feito.

Quando me recuperei e fui para o quarto me levaram um bebezinho lindo, que eu tinha que amamentar e trocar a fralda. Duas coisas que eu não sabia fazer. Entrei em pânico, quando tirei a fralda era uma coisa preta que saia dele (isso é normal é o intestino dele limpando, depois vem as fezes na cor correta). Deus do céu o que eu vou fazer, chorava desesperada, até que meu marido chamou a enfermeira e ela fez a troca. Meu lindo bebê chorando de um lado e eu chorando de outro me sentindo culpada pela minha incapacidade de cuidar dele. Não me preparei para esse momento, mas apesar desse episódio senti uma felicidade enorme de ter um ser tão pequeno dependendo de mim. Então, fiz o melhor que pude, cuidei com todo amor, aprendi a trocar fralda, dei de mamar até quanto pude e hoje colho os frutos de um filho saudável, lindo, amoroso e que me faz muito feliz. Tive ajuda de minha mãe, sogra, minhas tias, etc... a gente precisa nessas horas aceitar as orientações, mas algumas precisam ser filtradas visto a diferença existente entre o tempo delas e o nosso.

No 2º filho (Lucas Buarque) nasceu em 11.07.2000 (correção 13.07.200). Fiz exame para saber se teria Síndrome de Down porque já estava com 35 anos, mas Graças a Deus, deu negativo. Já estava bem mais apta a cuidar e mais corajosa. Como sempre uma gravidez tranquila, sem dor, sem inchaço, sem enjôos... creio que se houvesse uma profissão de Gestante essa seria perfeita para mim kkkkk pois nunca me senti tão bem e nunca sou tão feliz como quando estou assim. Nada de ficar em casa como uma inválida, trabalhava, fazia tudo normalmente. Até a véspera de ir para a maternidade, mas uma vez minha velha companheira Dra. Rosa fez o parto, dessa vez fiquei acordada e vi aquele bebezinho lindo nascer, beijei ele ainda sujinho (só mesmo sendo mãe para fazer isso rsrs). Nasceu depois de 12 anos do primeiro filho. Estava começando tudo de novo. Um bebê de olhos azuis que depois ficaram castanho claro (sempre quis ter um filho de olhos claros). Ele mamou até 2 anos, é forte, saudável, enxuto (não tem gordura nenhuma sobrando), inteligente e lindo. Felicidade maior não pode haver, dessa vez sem o medo e sem a inexperiência para atrapalhar.


No 3º filho (Gabriel Buarque) Foi inesperada essa gravidez, muito corrida pois estávamos mudando de casa, de trabalho, muitas emoções. Mas um anjinho, branco da cor de nuvem, nasceu no dia 11.08.2005 eu já com 40 anos (algumas pessoas tem crise aos quarenta, eu não... tive um filho) e mais uma vez a felicidade maior que alguém pode sentir chegou. Amamentei até 1 ano e 8 meses e, embora seja magrinho (puxou a mãe quando era pequena, minúscula e travessa), tem uma saúde de ferro. Uma pilha duracel extra, mega, super carregada que não descarrega nunca. Só quando dorme e não é muito adepto de dormir não. Tem energia demais. É extremamente carinhoso, beijoqueiro. Vira e mexe e ele tá me abraçando, beijando, dizendo que me ama.

E quanto aos mitos da amamentação?  bem é preciso tomar alguns cuidados, tais como passar óleo de amêndoa para não rachar, não ficar com estrias, usar aqueles sutiãs que seguram o peito e você pode amamentar sem tirar ele, fazer exercício para firmar o bico do seio antes, facilitando que o bebê possa sugar sem machucar. É verdade que faz uma feridinha no começo pela força que o bebê faz mas nada que inviabilize o processo. Paz, muita paz nessa hora, se tiver alguém lhe deixando nervosa, ansiosa mande procurar coquinho na praia. Deixe a natureza fazer o seu trabalho que tudo flui na santa paz de Deus.

Nada é tão prazeroso como ter um bebê no colo e amamentá-lo. Pois quando eles mamam estarão mais fortes e protegidos contra doenças, sua inteligência é melhor desenvolvida, o raciocínio deles é supreendente. Os meus 3 filhos adoecem raramente e quando isso ocorre a recuperação é tão rápida que nem dá para contar nos dedos.

Durante os 6 meses do nascimento só amamentava. Tudo de bom não ter que fazer nada, pois a encomenda chega na hora certa. Você sente o seio ficando cheio de leite, ele vem como se alguém abrisse uma torneira na hora que o bebê vai acordar: é divino, perfeito. Você não pode desperdiçar esse alimento tão magnífico e que está pronto para ser servido por medo, vaidade ou qualquer outra desculpa. O prazer que isso nos dá é inenarrável. Para o medo: se informe! Para a vaidade: se cuide! E para o prazer de amamentar???? se entregue!

Deus se revela nesse momento com profunda nitidez, quem tem sensibilidade percebe como tudo é perfeitamente projetado por ele. Eu não posso mais ter filhos porque a idade não permite, mas foram os melhores momentos: gravidez x nascimento x amamentação.

Saudades daquele tempo!

2 comentários:

  1. ei voce sabe que errou lucas nasceu dia 13/07/11

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  2. Errei e erramos... são tantos filhos, erro a data do dia de nascimento de Paulo até hoje. rsrs Mas, corrigindo LUCAS nasceu em 13 de julho de 2000 e não em 2011, assim ele seria um bebê agora. Na realidade misturo as datas de todos eles. Pela correção (errada mas correção) vc não é tão anônimo assim... Quem sabe uma tia coruja ou o próprio Lucas. Beijos! rsrs

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