quarta-feira, 2 de março de 2011

Administração de Materiais: previsão de demanda na gestão de estoque


Resumo: Este artigo apresenta um estudo sobre a previsão de demanda na gestão de estoques na administração de materiais: conceitos, objetivos e importância. Analisou-se os dados coletados em uma pesquisa bibliográfica e busca em sites da internet e pode-se perceber o alto grau de importância que a boa gestão de estoque pode trazer para as organizações não só para evitar faltas como também, excessos pois trazem prejuízos a empresa reduzindo sua lucratividade. Conclui-se que é indispensável para toda a empresa que quer se manter competitiva, visto que os diferenciais dos concorrentes são cada vez menores devido a similaridade dos produtos, uma boa gerência dos seus estoques atendendo a demanda de forma rápida e com qualidade.

Palavras-chave: Administração de Materiais; Estoque; Objetivos; Importância.
1 Introdução
O presente trabalho tem como objetivo analisar o tema A previsão de demanda na gestão de estoques dentro da administração de materiais, tratando do conceito, objetivo e sua importância, para tal utilizou-se para a coleta de dados a modalidade de pesquisa bibliográfica e consulta a sites da internet buscando um embasamento contundente a cerca do assunto para formular este artigo.
Segundo ARNOLD (1999) “Os estoques são materiais e suprimentos que uma empresa ou instituição mantém, seja para vender ou para fornecer insumos ou suprimentos para o processo de produção. [...]”. Ainda segundo Arnold eles representam de 20% a 60% dos ativos totais, pois ao serem usados eles se convertem em dinheiro melhorando o fluxo de caixa e trazendo retorno sobre o investimento. Para administrar melhor tendo em vista que, também gera um custo sua armazenagem, é que se faz necessário o uso da ferramenta de gestão de estoque, o que irá gerar mais receita evitando os desperdícios.
Já segundo LINS (2005):
Estoque é a composição de materiais - materiais em processamento, materiais semi-acabados, materiais acabados - que não é utilizada em determinado momento na empresa, mas que precisa existir em função de futuras necessidades. Assim, estoque é o que constitui todo o sortimento de materiais que a empresa possui e utiliza no processo de produção de seus produtos/serviços.

É vital para a empresa se manter competitiva que ela tenha um controle eficiente do seu estoque só assim poderá atender a demanda dos seus clientes em tempo real e, também, não incorrer no erro de empatar capital de giro em estoques exagerados correndo o risco de se tornarem obsoletos ou sofrerem danos, além do alto custo de sua armazenagem.

2 A previsão de demanda na gestão de estoque e sua importância na administração de materiais.

A gestão de estoque é responsável pelo planejamento e controle do estoque, desde o estágio de matéria-prima até o produto acabado quando é entregue ao cliente. Existe um elo muito grande entre estoque e produção, pois um apóia o outro dessa forma não pode ser administrado separadamente e, portanto, devem ser coordenados.
Segundo LINS (2005):
A gestão dos estoques visa, portanto, numa primeira abordagem, manter os recursos ociosos expressos pelo inventário, em constante equilíbrio em relação ao nível econômico ótimo dos investimentos. E isto é obtido mantendo estoques mínimos, sem correr o risco de não tê-los em quantidades suficientes e necessárias para manter o fluxo da produção da encomenda em equilíbrio com o fluxo de consumo.

A manutenção de estoques significa um custo elevado para a empresa e por essa razão precisa manter uma quantidade mínima razoável para seu funcionamento sem correr o risco de paralisação ou preocupação evitando também que não haja desperdício de material nem investimentos desnecessários tanto em capital como em espaço físico, mão-de-obra, etc.
A administração dos estoques está intimamente ligada à área de finanças, pois enquanto a Administração de Materiais está voltada para a facilitação do fluxo físico dos materiais e o abastecimento adequado à produção e a vendas, a área financeira está preocupada com o lucro, a liquidez da empresa e a boa aplicação dos recursos empresariais. Os estoques podem ser administrados em dois níveis: Agregado e Itens.
Administração do Estoque Agregado: Lida com a administração dos estoques de acordo com sua classificação (matéria-prima, produtos em processo e mercadorias finalizadas) e com a função que eles desempenham, e não com o nível de itens finais. É financeiramente orientada e se relaciona com os custos e benefícios de manter as diferentes classificações de estoques envolvendo:
·         Fluxos e tipos de estoque necessários;
·         Padrões de suprimento e demanda;
·         Funções desempenhadas pelo estoque;
·         Objetivos da administração de estoques;
·         Custos associados aos estoques.
Administração de Estoques por Itens: estabelece regras de decisão concernentes aos estoques por item, de modo que o pessoal responsável pelo controle de estoques possa desempenhar suas funções com eficiência. Incluem-se aqui os seguintes elementos:
·         Que itens individuais de estoque são mais importantes;
·         Como os itens individuais devem ser controlados;
·         Quanto pedir de cada vez;
·         Quando emitir um pedido.
Maneiras de classificar estoques: Matérias-primas – itens comprados e recebidos que ainda não entraram no processo de produção; Produtos em processo: matérias-primas em utilização para manufaturar; Produtos acabados: prontos para serem vendidos; Estoques de distribuição: produtos acabados localizados no sistema de distribuição; Suprimentos de manutenção, de reparo e de operação (MRO) – Itens que são utilizados na produção, mas não fazem parte do produto tais como, ferramentas, manuais, peças sobressalentes e materiais de limpeza.
O objetivo da administração de estoques é maximizar o lucro de uma empresa e para isso precisa de Excelência no atendimento aos clientes que podem ser compradores, distribuidores, outra fábrica da organização ou a estação de trabalho onde a próxima operação será desempenhada. Os estoques ajudam a maximizar o atendimento evitando incertezas; Eficiência operacional: Utiliza mecanismos para tornar mais eficiente a produção. O sistema ABC (onde 20% dos itens são classificados como A, 30% dos itens como B e 50% dos itens como C para mensurar como deverão ser aplicados os recursos segundo a Lei de Pareto, aonde 80% do faturamento vem dos 20% dos produtos (A); 15% dos 30% dos produtos (B) e 5% dos 50% dos produtos (C)) de modo que o estoque e os custos possam ser melhor controlados; Custo de emissão de pedidos: redução de estoques quando se reduz a quantidade a cada vez porém aumenta o custo anual com pedidos; Custo de transporte e manuseio: transportar menores quantidades e com maior freqüência aumenta os custos de manuseio e material.
A administração sofre influência de vários fatores (ARNOLD, 1999):
·         A classificação do estoque seja como estoque de matérias-primas, de produtos em processo ou de produtos acabados;
·         As funções que o estoque desempenha: antecipação, flutuação, tamanho do lote ou transporte;
·         Padrões de suprimento e demanda;
·         Os custos associados à manutenção (ou não) de estoques.
A administração de estoques precisa estabelecer regras de decisão sobre os itens a serem estocados para que o pessoal envolvido no processo possa desempenhar suas funções de forma eficiente.



3 Considerações finais
As organizações modernas para se manterem no mercado precisam administrar bem seus estoques evitando excessos e faltas que comprometerão todo o processo em cadeia. No excesso o custo de armazenagem é alto demanda mão-de-obra para controle etc, na falta pode prejudicar a linha de produção atrasando as entregas aos clientes o que se transformará num conflito e repercutirá como mau atendimento. Nesses tempos de altíssima concorrência cujos diferenciais estão cada vez menores atender o cliente a tempo e a hora é primordial para todas as empresas e isso só será possível com uma boa gestão de estoque.



Referências

ARNOLD, J. R. Tony. Administração de materiais: uma introdução; tradução Celso Rimoli, Lenita R. Esteves. São Paulo: Atlas, 1999.
DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: uma abordagem logística. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 1993.
LINS. Uma visão geral sobre administração de recursos materiais e patrimoniais. Faculdade de Ciências Administrativas e Contáveis de Lins, São Paulo. Disponível em: http://www.scribd.com/doc/4333159/
Administracao-de-Materiais. Acessado em 25/10/2010.

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