sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Minha percepção sobre a prova ENADE 2012 - Administração


Meu agradecimento à equipe UNIFACEX, por todo carinho e incentivo dado a nós alunos, para que pudéssemos ter um excelente desempenho na prova do ENADE 2012 (no meu caso, Administração). Assunto exigido, assunto estudado (com rara exceção porque apareceram com nomes diferentes, creio eu).



Tenho a plena convicção que fizemos o nosso melhor, tanto a Instituição quanto os alunos. De minha parte fiquei frustada com o meu desempenho, mas certa que dei meu sangue saindo só ao apagar das luzes. Limitada pelas cirurgias recentes nos dois olhos que ardiam exageradamente e que curti por mais dois dias. 



Equipe é isso... nem precisa ter vínculo. 
O prazer de ajudar ao próximo é toda a "adrenalina" que o mundo precisa. The Best!

Na minha percepção a prova não media nosso conhecimento e sim foi uma "sessão de tortura psicológica" ante a necessidade excessiva de raciocínio e a escassez de horas necessárias para realizá-la. Ao meu ver pecou o MEC em não saber dimensionar o tempo mínimo necessário para se responder a prova com coerência em cada questão. Privilegiando os que são "bons no chute".

Esperava uma prova voltada para ciências humanas, mais humana, que não priorizasse disciplinas do âmbito da contabilidade e finanças. Já que cálculos são facilmente resolvidos com bons programas e que, ao Administrador, cabe melhor saber ler e entender os relatórios do que propriamente saber calculá-los, não que não deva saber, porém ser cobrado em prova é outra coisa. 

Administração é uma ciência com campo vastíssimo e com várias ciências implícitas. Querer que, nós alunos, memorizemos fórmulas (várias ao longo do curso) a ponto de fazer inúmeras questões que exigiam: puro raciocínio lógico; saber a fórmula; fazer os cálculos sem calculadora e, ainda, responder 5 questões discursivas gigantescas com espaço mínimo para transcrever as respostas, foi um excesso. Humanamente improvável.

Creio que minha condição (cirurgiada recentemente) não foi o motivo mais relevante pois outros colegas tiveram a mesma percepção que eu tive, sem esse fator de limitação, e são tão dedicados e estudiosos como eu.

CENÁRIO DO DIA DA PROVA

Alguns dos guerreiros com a cara da felicidade. Eu sou a pequenina sentada à direita.
Autoria da foto: Carlyanne (super fashion na foto com a bolsa rosa (choque?))
Obrigada por ter cedido "todas as fotos que eu quisesse"... usei só uma para não sobrecarregar o post.

Chegamos com a cara da felicidade. Encontramos colegas, professores, água e refrigerante para nos refrescar, "Kit-calma" (balinhas, chocolate e caneta preta) para nos deixar confortáveis. Outras instituições oferecem o "Kit-exploda" (famoso vire-se). Hora de entrar e arrasar! Enade 5 mais uma vez, porque merecíamos mesmo.

Já ao adentrar a instituição, onde fomos alocados, nos deparamos com uma total falta de sinalização. Para onde iríamos??? Haviam duas escadas que pareciam separar os andares de cima e nós tínhamos que escolher uma delas (pensamento do grupo). Não vi nenhuma placa sinalizando para qual lado estavam as salas e os blocos. Nossa amiga Iara, que estava com o pé torcido, teve que enfrentar uma rampa enorme porque não havia elevador para acesso dela e de quem tivesse necessidades especiais.

Superado esse pequeno detalhe, fomos ao banheiro para não precisar sair da sala durante a prova. Filas nas portas, sem sabão para lavar as mãos, sem toalhas ou aparelho de secagem funcionando. Tudo bem, são só detalhes. E, olha lá a tal placa sinalizadora (manuscrita) no corredor bem próximo a sala. Eu e Carlyanne ficamos na mesma sala apertada, cadeiras literalmente coladas umas nas outras nos impossibilitando de movimentos sem perturbar quem estivesse atrás ou na frente. Ficou lotada, calor subiu, ligaram o outro aparelho de ar condicionado.

Hora de entrega das provas, os fiscais se atrapalharam e a minha fila só recebeu depois que tocou, enquanto que as demais já estavam de posse delas. Uma turma atrás de nós, que eu não sei identificar de qual instituição, ficaram conversando, rindo, perturbando, após a sirene e estarmos respondendo. Os fiscais ineficientes, mal treinados e com cara de fome (pois não se mexiam), não fizeram nada. Carlyanne é que pois fim ao burburinho. (rsrsrsr, bem a cara dela). Acho tão pequeno e medíocre quem não quer ser nada na vida e tentar fazer das pessoas ao seu redor seus parceiros, mesmo sem nosso consentimento. Fica em casa! mais econômico, não paga mico, não dá vexame, não se expõe ao ridículo. As pessoas rindo não estão achando engraçado, estão rindo da tua cara (dá para perceber ou precisa desenhar???). Nossa sorte é que foram os primeiros a sair reforçando a minha tese de pura mediocridade.

Os fiscais, ineficientes como já disse acima, não nos mantinham informados do tempo decorrido (prática usual em todos os concursos: anotar a hora no quadro à medida que vai avançando). Tínhamos que perguntar e nos respondiam baixinho, quase de forma inaudível (cara de fome mesmo). Porém criaram ânimo ao final da prova e passaram a nos torturar com a informação do término da prova a todo instante (30 minutos, 25 minutos, 20 minutos etc... sem terem dado o desconto do tempo que tocou para início e o que deveria ser o término). Ao sair me disseram que faltavam 2 minutos, porém a sirene só tocou depois que fui ao banheiro (tive que deixar minha bolsa com a fiscal senão não autorizavam) e já me dirigia ao saguão de saída. Ainda tinha as cadeiras coladas que provocavam o efeito cascata quando alguém se mexia... adeus raciocínio.

Todas as provas que já fiz na minha vida (e não foram poucas) sempre deu tempo para fazer, revisar as respostas, marcar calmamente o gabarito, transcrever com cuidado as discursivas, entregar e sair antes do término e ainda com folga. Essa foi exceção em tudo. Não tive tempo nem de fazer todas coerentemente, nem de revisar, nem de passar para o gabarito com o cuidado necessário e com os fiscais nos acelerando o tempo todo. O espaço insuficiente para o tamanho das questões discursivas me obrigaram a resumir o que havia escrito no rascunho. Fui a penúltima.

Foram quatro horas de desconforto físico e mental (o desconforto físico como se apresentou foi até tolerável, o pior foi o mental) e sinceramente não sei a que tipo de "feedback" tal processo nos remete, mas ao meu ver, da forma como foi feito é incorreto com os alunos e com as instituições sérias que participaram desse ENADE. A prova que eu fiz como ingressante (2009), mesmo sem conhecimento das disciplinas, me pareceu muito mais coerente com uma prova da área de humanas do que essa. O que levou o MEC a uma mudança tão radical? Passei a entender, a partir de então, a revolta dos que fazem o exame da Ordem.

Após ler tudo isso podem pensar que estou insatisfeita com meu resultado por isso estou criticando (acertei 5 formação geral num total de 8 e 17 conhecimentos específicos, num total de 27 - aguardando a correção das 5 discursivas que fiz todas). Estou realmente, mas não é só um desabafo, é uma constatação de que fomos prejudicados pela falta de tempo coerente com a complexidade da prova. Creio que nesse modelo perdemos todos: Instituição/Alunos e o próprio INEP. Quase não deu tempo de responder o questionário deles sobre o que achamos da prova. Deixo aqui minha opinião mais coerente do que as bolinhas que eu fiz no gabarito da pesquisa,  muitas sem nem ter tido tempo de ler. Para mim não era "só uma prova" é meu projeto de vida pautado em obter sempre os melhores resultados possíveis. Orgulho? Não! Esforço-me muito para atingi-los pois esta é a minha filosofia (de vida).

Sempre procuro um lado positivo e encontrei esse: 

Acabou! 

Agora é só esperar o resultado e nosso diploma. Se não fossem os contratempos, talvez, muitos pontos positivos eu poderia estar relatando aqui já que minha natureza é a de elogiar, gosto muito de ressaltar as qualidades porque creio que todos se esforçam para dar o melhor (exceto os medíocres) e às vezes erram na tentativa de acertar.

Célia Buarque,
Concluinte do Curso de Administração do
Centro Universitário Facex - UNIFACEX, Natal/RN.
Agora sou Bacharela em Administração, laureada com média final 9,3. Nosso curso conseguiu o 2º Enade 5.

Uma homenagem especial ao nosso grande incentivador Mestre Esmeraldo Macêdo que se encontra afastado por motivo de doença. 
Que Jesus interceda pela sua cura, grande amigo.


Participou do Enade??? Coloque sua percepção nos comentários, assim ajudamos ao MEC no aperfeiçoamento desse processo que eu acho válido, mas precisa de correções.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Macroeconomia: Comércio Internacional, blocos econômicos, acordos internacionais,


Exercício de Economia

Aluna: Célia Buarque – 4º período A – Administração – Noturno 2010.2

1. Do que trata o comércio internacional? Quais são as suas implicações sobre a macroeconomia? Explique e justifique a sua resposta.
Da movimentação legal de pessoas, veículos, cargas e animais além da fronteira aduaneira.
Produz crescimento e gera riqueza para os países envolvidos. Ao crescer o país gera emprego, produção e renda levando possivelmente a um superávit da balança evitando recessões, etc.

2. Por que se pode afirmar que pessoas não podem ser exportadas? Apresente um exemplo da atualidade e contextualize as implicações.
O que pode ser exportado são os serviços prestados por pessoas que exercem de forma legal, sendo necessário o registro nos fiscos dos países envolvidos. Ex. Trabalhos em edificações: Grandes construtoras que levam mão-de-obra brasileira para viabilizar contratos em outros países – Odebrecht etc. Para que seja considerada exportação de serviços essas empresas precisam seguir uma série de normas e, nesse quesito a legislação Brasileira está aquém da necessidade apesar do desempenho favorável. Esse tipo de serviço é bastante salutar para absorver a mão-de-obra excedente oriundas de outros segmentos. No Brasil já representa algo em torno de 60% do PIB desbancando a indústria e o comércio segundo fonte: AEB – Associação do Comércio Exterior.

Fonte da Imagem: economiaesustentabilidade.wordpress.com
3. Qual a estrutura de organismo que norteiam o comércio internacional? Por que se pode afirmar que em se tratando de macroeconomia brasileira internacional, nenhuma decisão estratégica é genuína? Explique e exemplifique.
ONU – BIRD (WORD BANK) – FMI – OMC (WTO-GATT) – CCI
Nada é genuíno porque há uma relação de causa e efeito, ou seja, os governos reagem às alterações do mercado internacional adequando suas políticas a essa necessidade.
Quando da crise internacional cominada aos EUA o Brasil precisou de políticas específicas para não haver retração no comércio interno. Ex.: Redução do IPI para alavancar as vendas das indústrias visando escoamento de sua produção evitando, assim, o desemprego em cadeia.

4.  Em se tratando da estrutura do comércio internacional, apresente as respectivas atribuições. Contextualize cada uma delas, no que tange às contribuições para a economia e sua dinâmica.
ONU – Soberania: garantia dos direitos entre os países para que haja crescimento econômico. Sem soberania os investidores não investem.
BIRD – Fomentar a economia dos países em dificuldades (pobres ou ricos). Relaciona-se exclusivamente com os governos dos países e não com empresas ou indivíduos. Tem caráter macro social. Financiou a ponte Newton Navarro em contrapartida com o governo estadual.
FMI – Evitar crises nos países membros com o intuito de evitar outras guerras. Ajuda aos países membros que precisam depositar ¼ do PIB todo ano. EUA é o país mais credor (a contribuição sobre o PIB é elevada) e o devedor (por utilizar os empréstimos do fundo). Gera uma expectativa de ajuste macroeconômico para o país ajudado.
OMC – Liberalização comercial e multilateralização comercial. Conseguir estabelecer comércio com vários países. Responsável pela aplicação administrativa e funcional dos diversos acordos comerciais.
CCI – Câmara do Comércio Internacional: cuida das questões relacionadas a cobrança. A forma como os bancos vão negociar entre si é regulamentado pelo banco da Basiléia na Suíça (Banco Central dos Bancos Centrais).

5. O que são Blocos Econômicos regionais? A que se destinam? Em que contexto da evolução econômica surgem? Por quê?
São acordos que objetivam a remoção de tarifas e outras barreiras ao comércio entre países participantes desses blocos. Surgem no intervalo do consenso de Washington (1989) no momento em que países como EUA não aderem ao modelo de multilateralidade porque preferem manter o protecionismo.

6. Em se tratando dos blocos econômicos regionais, apresente os principais dentre eles e suas respectivas principais características.
MERCOSUL – 1991 – Tratado de Assunção. Composto pela Argentina/Brasil/ Paraguai/Uruguai e Venezuela que entrou em julho de 2006. Estabelecer um bloco de livre comércio entre eles. Em 1999 é estabelecido um plano de uniformização de taxas de juros, índice de déficit e taxas de inflação. Futuramente, há planos para a adoção de uma moeda única, a exemplo do que fez o Mercado Comum Europeu. Briga constante entre Brasil e Argentina. Possibilidade de entrada dos países: Chile, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia.
NAFTA - O Tratado Norte-Americano de Livre Comércio - entrou em vigor em 1º de janeiro de 1994. Envolvendo Canadá, México e Estados Unidos da América e tendo o Chile como associado, numa atmosfera de livre comércio, com custo reduzido para troca de mercadorias entre os três países. A finalidade é ampliar os horizontes de mercado dos países membros e maximizar a produtividade interna. Tal maximização é obtida por meio da liberdade organizacional das empresas, o que as permite que se instalem, de acordo com suas especializações, nos países que apresentarem menores custos dos fatores de produção. Restrições para adoção do dólar americano como moeda única.
ALADI - Ênfase no bilateralismo. Associação Latino Americano de Integração. Substituiu a ALALC. Criada pelo Tratado de Montevidéu 1980. Visa a contribuir com a promoção da integração da região latino-americana, procurando garantir seu desenvolvimento econômico e social. Composta pelos seguintes países: De Menor Desenvolvimento Econômico Relativo - PMDER: Bolívia; Equador; Paraguai. De Desenvolvimento Intermediário - PDI: Chile; Colômbia; Peru; Uruguai; Venezuela; Cuba. Demais países: Argentina; Brasil  e México .
U.E – (União Européia) – 1998 – Aditivo de Maastricht (1992 vigorando em 1999). Acelerar o processo de integração econômica monetária e estabelecer políticas comuns aos países associados. Foi prevista a criação de uma moeda única (o euro) que passou a funcionar para todos os países membros a partir de 1999. Países Membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária. Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, Reino Unido, República, Romênia e Suécia. Macedônia, Cróacia e Turquia encontram-se em fase de negociação.

7. No que se constituem os acordos internacionais de comércio? Para que servem? De que forma se inserem no contexto do Século XXI para a macroeconomia?
Ampliação do acesso aos mercados externos, por via de maiores preferências para seus produtos com capacidade real ou potencial de exportação. Servem para diminuir as barreiras e as tarifas impostas ao comércio internacional visando assim uma melhor movimentação comercial entre os países participantes. É a mais moderna das relações econômicas e são maiores do que os blocos, dependendo da competência macroeconômica entre os países.

8.  Em se tratando de acordos internacionais apresente os principais dentre eles, em se tratando dos acordos fechado na OMC. 
GATT – Acordo Geral de Tarifas e Comércio: É um conjunto de normas e concessões tarifárias, criado com a função de impulsionar a liberalização comercial e combater práticas protecionistas, regular, provisoriamente, as relações comerciais internacionais.
GATS – Acordo Geral de Comércio de Serviços: O acordo foi criado para estender o sistema multilateral de comércio para os serviços da mesma maneira que o Acordo Geral de Tarifas e Comércio fornece um sistema para o comércio de mercadorias.
TRIPs – Assuntos de Propriedade Intelectual Relativos ao Comércio:  é o mais importante instrumento multilateral para a globalização das leis de propriedade intelectual. DSU – Regras para Solução de Controvérsias: introduziram um modelo mais claro e organizado de solução de controvérsias que o procedimento adotado pelo antigo GATT. O objetivo central do sistema de solução de controvérsias da OMC é o de prover segurança e previsibilidade ao sistema multilateral de comércio.

9. De que forma a macroeconomia e o comércio internacional se relacionam com os seguintes aspectos: a) dinâmica mercadológica; b) contabilidade; c) recursos humanos e d) administração de materiais.
a) O momento econômico atual que o mundo e principalmente o Brasil atravessa, pode ser a oportunidade fundamental para a conscientização junto a empresários, estudantes e a sociedade como um todo, sobre a importância do marketing internacional como forma estratégica de desenvolvimento sustentado, alavancando as empresas e como conseqüência, o país.
b) A contabilização de todas essas transações efetuadas em nível de comércio internacional precisa ser feita e a partir desses números é que teremos informações que comporão o PIB e o desenvolvimento da balança comercial.
c) No quesito recursos humanos estaremos exportando mão-de-obra para fornecer serviços e alavancar a balança comercial.
d)  Na administração de materiais a logística é fator preponderante para a realização de comércio internacional. Encurtando distâncias e buscando sempre a melhor forma de fazer chegar aquilo que a empresa se propôs a oferecer.

10. Em sua opinião de quais formas a macroeconomia internacional, principalmente por causa do comércio, pode favorecer o papel do administrador no Século XXI? Apresente ao menos um exemplo pertinente à sua realidade.
·         Criando novos postos de trabalho, além fronteiras. Ampliando o nível de conhecimento do administrador.
·         Exportadores de Rendas de Caicó. Exportadores de Balas: Simas Industrial.

Atividade apresentada à disciplina de Economia, para discussão em sala de aula. Profa. Elisângela Meirelles (UNIFACEX)

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