terça-feira, 27 de julho de 2010

Resenha capítulo 6 - A POLÍTICA E SUAS INFLUÊNCIAS NAS ORGANIZAÇÕES

Gareth Morgan retrata no capítulo 6, sob o título “Interesses, Conflitos e Poder: As Organizações vistas como Sistemas Políticos”, do livro “Imagens da Organização” publicado pela Editora Atlas S. A. São Paulo, em 1996, mais uma metáfora, as influências políticas nas organizações.
Fonte: cotacota.com.br

O autor nos relata casos onde a influência da política está presente nas organizações, seja pelo ponto de vista dos empregados ou do empregador. Não importa qual o lado, ela está presente. Isso ocorre porque o ser humano coloca suas filosofias em tudo aquilo que participa e não seria diferente nas organizações. A personalidade e desejos de cada um são aliados a filosofia da empresa, e onde elas divergem dá-se origem a uma “guerra” às vezes não declarada e, mas raro, bem acirrada.

Essas situações são mais visíveis em empresas familiares, onde o proprietário coloca sua vontade acima de tudo, até mesmo dos interesses da organização na clássica frase: eu mando e quem tem juízo obedece. Gareth cita exemplos como a demissão de Lee Iacocca, um executivo muito bem sucedido da Ford, pelo seu presidente Henry Ford II por “divergências no modo de pensar”, porém cogita-se a possibilidade de Iacocca ter ficado “importante” demais, desviando os holofotes de Henry.

Vê-se no texto que a política não é específica das empresas administradas pelos seus proprietários está presente nos sistemas de co-gestão também, que é quando os empregados adquirem o poder através da aquisição da massa falida e resolvem, eles mesmos, administrar. Por vezes com sucesso.

A competição acirrada provoca atitudes que muitas vezes está pautada em interesses pessoais. Os protagonistas usam de suas habilidades políticas, nem sempre tão éticas, para alcançar os objetivos. O Poder na política é quem resolve os conflitos, e assim, os interesses giram em torno dele, de presidentes a operários, todos fazem política a fim de sobreviverem e progredirem em suas atividades.

Gareth cita o cientista político americano Robert Dahl, “sugerindo que o poder envolva habilidade para conseguir que outra pessoa faça alguma coisa que, de outra forma, não seria feita”. Daí surge várias fontes de poder, entre elas, a autoridade formal, a primeira e clara fonte de poder numa organização. por ser legitimado é respeitado e conhecido por aqueles com quem se interage. Segundo Weber, a legitimidade é uma forma de aprovação social essencial para estabilização das relações do poder.

Morgan nos fala, também, das organizações pluralistas: caracterizadas por tipos idealizados de democracias liberais em que, potencialmente, as tendências autoritárias são mantidas sob controle pelo livre jogo de grupos de interesses que têm alguma semelhança com governo político. Ou seja, a negociação é parte importante para criar uma unidade a partir da adversidade, como pregava Aristóteles, como ideal político.

Ao encontrar a fonte do problema cabe ao administrador junta forças para resolvê-lo, para isso deverá imbuir à equipe num só objetivo. Trata-se de uma ideologia unicista de equipe, onde todos devem contribuir para não dar lugar aos conflitos. Morgan cita os cinco estilos de resoluções de conflito: Competitivo; Colaborador; Compreensivo; Impeditivo e Acomodador.

Existe uma tendência a associação de política com algo ruim, deve ser por causa da visão negativa que se têm dos políticos, mas não é bem assim, a política não tem esse caráter tão medonho, são as pessoas que desvirtuam as características para alcançar seus objetivos a qualquer preço. Mas é possível a política e a ética co-habitarem, difícil, mas possível. Tudo depende do caráter de quem faz e do meio em que se faz política.

Segundo Nietzsche, os seres humanos têm o desejo de poder, de dominação e controle, mas é obrigatório reconhecer que as tensões entre os indivíduos particulares e organizacionais promovem incentivo para os indivíduos agirem politicamente. Nesse artigo passasse a ver política em todos os ambientes, quer sejam organizações quer seja em particular, onde atos inocentes como servir um café ao amigo possa ser visto como um ato político de alguém que quer tirar proveito dessa gentileza posteriormente, mas não é bem assim.

A competição acirrada nos leva a pensar dessa forma porém, é salutar que possamos ter uma visão mais ampla do que é política e como poderemos utilizar esse mecanismo a nosso favor. Pois dos conflitos podemos tirar ensinamentos e das vitórias podemos nos brindar pelos nossos méritos.

Bastante útil para administradores, estudantes e todos os seres pensantes. Seu autor, Gareth Morgan é conhecido por sua contribuição ao desenvolvimento das ciências sociais. É autor de numerosos artigos e obras. É membro do conselho editorial de vários periódicos, conferencista e professor de Ciências da Administração na Universidade de York, em Toronto, Canadá.

Trabalho apresentado a disciplina de Teoria Geral das Organizações

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